Ata da Terceira Reunião

Ata da 3ª reunião de mobilização para a fundação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará

Fortaleza, 10 de março de 2012.

A reunião, que aconteceu no Auditório Luiz de Gonzaga, no Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Ceará, iniciou às 14h50min com a apresentação a exposição de informações à respeito dos registros históricos referentes a antiga sede da Associação dos Sociólogos do Ceará, pelo Profº Wellington Maciel.  Em seguida, a Profª Nágyla fez um breve relato indicando os contatos feitos para obtenção de apoio institucional com os seguintes sindicatos: -Sindicato dos Jornalistas no Ceará (SINDIJORCE) -Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) – Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Ceará (SEEACONCE).

Todos os sindicatos indicados e contatados demonstraram apoio político. Entretanto, em relação à disposição de abrigar provisoriamente a sede do futuro Sindicato dos sociólogos, somente o SINDIJORCE se posicionou positivamente, com a condição política de que o Sindicato dos sociólogos se filie à Central Única dos Trabalhadores (CUT).  Logo após, Profª Nágyla  informou sobre a necessidade de uma campanha para arrecadação de verba para as despesas iniciais da fundação do Sindicato dos sociólogos. O valor estimado dos custos foi de R$ 3.000,00 (três mil reais).

O Professor Wellington comentou sobre a importância de angariar fundos para a mobilização do sindicato. A colega Eliane relatou sobre a disposição de uma instituição sindical, representado por Silvio Zanin, em doar capital para apoiar a fundação de nosso sindicato. Pascoal Naib informou sobre a articulação dos professores de sociologia do estado  e destacou a importância de divulgarmos a ideia do sindicato essa vertente.

Ricardo Kaminski destacou a importância da criação de um grupo de mobilização para a divulgação e comunicação dos informes e convocação da comissão pró-sindicato. Professor Estevão falou sobre a mobilização para a fundação do sindicato nos diversos setores onde atuam os sociólogos. Outro ponto explanado por ele foi a importância das comissões de mobilização e finanças e a necessidade de explorarmos melhor métodos de arrecadação de finanças junto aos sindicatos e aos colegas professores, bem como contribuições voluntárias dos demais colegas. Estevão Arcanjo explicou a importância para a fundação do sindicato, para então podermos articular as demandas do sindicato.

Wellington Maciel abriu as inscrições para a fala dos presentes. Marcelo Castro pediu a palavra e destacou os seguintes pontos através de um texto lido pela colega Neivania Rodrigues: “Companheiros, como não sei se vou estar presente na Assembleia de Sábado, quero expor aqui UMA PROPOSTA que trata de MOBILIZAÇÃO, ORGANIZAÇÃO e FINANÇAS. Na ultima reunião senti que eram essas as 3 grandes preocupações dos presentes. A partir disso tentei sistematizar na minha cabeça esses 3 eixos de problemas e as questões especificas de cada um deles:

 1) MOBILIZAÇÃO: Qual o nível de mobilização da categoria? Essa é suficiente/satisfatória pra construção do sindicato? Qual o nível de legitimação das assembleias ja realizadas e das comissões?

 2) ORGANIZAÇÃO: Quantos somos? Onde estamos? Que modelo de organização precisamos e usaremos? Quantos e quem se dispõe as tarefas?

 3) FINANÇAS: De quanto (R$) precisamos pra organizar, legalizar e estruturar o sindicato? Qual o nosso potencial de arrecadação? Como arrecadar? Quem vai arrecadar/cuidar disso?

 A partir disso tentei elaborar uma proposta TRANSVERSAL que tenta resolver (ou começar a resolver) uma parte desses problemas. Eis a proposta:  A ideia consiste em organizar uma CAMPANHA DE FILIAÇÃO “PRÉVIA” ao futuro Sindicato. Esta tarefa seria executada por “filiadores” que estariam distribuídos nas diversas frente de atuação e espaços (profs. de ensino médio, uece, ufc, interior,…). No ato de “filiação prévia” a pessoa preencheria um cadastro com todas as informações relevantes ao sindicato e sua futura atuação, também seria orientada a fazer seu registro profissional na DRT e CONTRIBUIRIA FINANCEIRAMENTE pagando uma “taxa de adesão/anuidade/contribuição sindical” previamente estabelecida, Além de indicar/divulgar o “filiador” aos demais colegas e vice e versa. Imagino que se tivermos 10 “filiadores” e estes filiarem, cada um, 30 pessoas, ao preço individual de 20,00, teremos cadastrado/filiado 300 companheiros e arrecadado R$ 6.000,00. Com isso, teremos resolvido a questão financeira. Pelo menos inicialmente, teremos economizado os esforços de “sair passando o chapéu” para outros sindicatos, políticos e partidos. Além disso, teremos um cadastro da categoria que nos permitirá traçar um perfil dela e ajudará na organização e futuras mobilizações. E o mais importante, dará AINDA MAIS legitimidade nessa mobilização que estamos fazendo, porque as pessoas vão pagar, vão tirar dinheiro do bolso e financiar a ação, alem de assinar embaixo, de se “filiar” mesmo que “informalmente”. O lema será: MOBILIZAR ORGANIZANDO E ORGANIZAR ARRECADANDO!!! “Um grande abraço e bora ter fé que vai dar certo.”  (Fonte: https://www.facebook.com/groups/132324436884773/)

Após a leitura do texto, Marcelo Castro explanou sobre os pontos discursados e destacou que a pré-filiação é uma ação inicial importante para a fundação do sindicato. O professor Pascoal, da rede estadual de ensino, falou sobre a relevância da criação de pautas de reivindicações e de uma lista de serviços que serão oferecidos pelo sindicato e da importância de aproveitarmos os espaços de mobilização e através de seminários. Ele sugere que nesse seminário de mobilização contemplem minicursos, palestras e produção acadêmica.

Wellington falou sobre como este tipo de mobilização se articula com a criação de uma conta bancária, na qual serão depositados as anuidades e doações à comissão pró sindicato. Wellington organiza as demandas debatidas nos seguintes pontos:

-Organização e cadastro de pré-filiados

-Importância da criação de seminários de mobilização

-Pré-filiação on-line em blog, via formulário eletrônico.

Profº Estevão distribuiu algumas atribuições na seguinte forma: prospecção de sede (Nágyla) -Organização e mobilização de cadastro de pré-filiados (Ricardo Kaminski e Edson Marques) – Prospecção de doações junto aos sindicatos amigos (Pedro Mourão, Estevão Arcanjo)

Surge o debate sobre a organização deste seminário e as palestras e atividades nele apresentadas. Eliane, Joane e Emídio apontam atividades para o seminário. É definido que Eliane e Pascoal fiquem na comissão para organização do seminário de mobilização. Inicia-se uma discussão sobre quais setores poderão se filiar ao sindicato dos sociólogos: licenciados, bacharéis, cientistas políticos, antropólogos, etc. É destacada a importância do levantamento de dados e informações sobre o registro dos sociólogos junto aos órgãos pertinentes (ver ata anterior).

Profº Estavão inicia o debate sobre os temas fundamentais de decisão na estrutura do estatuto. Quem poderá se filiar? Bacharelados, licenciados. Professor Emidio sugeriu como objetivo do sindicato a fiscalização e regularização da atuação dos sociólogos. Profª Adelita indicou que esta não é uma atribuição formal do sindicato. Ocorreu uma discussão sobre as atribuições do sindicato e sua possível nomenclatura. Inicio-se a discussão sobre a composição da diretoria do sindicato. Profº Emidio sugeriu a inclusão de um representante dos professores da rede pública do estado. Profº Pascoal sugeriu a inclusão de um representante estudantil. Professora Adelita salientou o papel e a necessidade da inclusão de um “congresso” como uma instanciada organização sindical.

Professor Estevão sugeriu que a convocação de um congresso seja uma atribuição da diretoria. ficou estipulado que a data para a divulgação do estatuto será dia 26 de março de 2012. Diego Medeiros sugeriu um conselho gestor para a diretoria do sindicato, e professora Adelita sugeriu um mecanismo de “rodízio” dos membros da futura diretoria, ou uma coordenação colegiada. Após discussão a próxima reunião será definida após reunião da comissão estatutária.

Relator:  Pedro Jorge Chaves Mourão

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Ata da Segunda Reunião

2ª Reunião para a criação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará
06/02/2012 – UFC.

 A reunião, que aconteceu no Auditório Luiz de Gonzaga, no Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Ceará, iniciou às 18h50min com a apresentação de fotos da 1ª Reunião dos Sociólogos do Estado do Ceará, acontecida entre os dias 23 e 25 de novembro de 1979, na Faculdade de Direito, em Fortaleza, e nas quais puderam ser notados vários alunos da época que se tornaram professores das instituições de ensino superior do Ceará, ou profissionais em Sociologia.

Em seguida o Sociólogo Edson Marques fez um breve relato sobre aquilo que havia sido discutido na I reunião de mobilização para a criação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará. Logo após, foi apresentado o relato dos trabalhos de todas as comissões escolhidas durante esta última. O Professor Wellington Maciel (Mobilização e Comunicação) comentou sobre a importância do Sindicato e de seu respectivo registro, relacionando sugestões para a devida criação. A Professora Adelita Carleial (Documentação e Memória) conseguiu e apresentou material para compor o setor de memória do Sindicato a ser criado, material este que era da antiga Associação dos Sociólogos, e a qual, não fora oficialmente extinta. A sugestão do professor Estevão Arcanjo (Assuntos Jurídicos) foi o de usar os dados da antiga Associação dos Sociólogos e transformá-la em Sindicato, sendo necessária a convocação dos participantes da Associação para que esta possa ser efetivada.

Estevão Arcanjo explicou que é importante, como procedimento para a criação do Sindicato, o registro de todos os sociólogos na Superintendência Regional do Trabalho (SRT). Segundo o mesmo, durante a sua visita à SRT, ouviu do Superitende (Superintendente), Júlio Brizzi, que não é interessante ao Sindicato se ater somente aos sociólogos bacharéis, mas também aos licenciados. Que a categoria tem liberdade para isso. Edson Marques deu alguns informes sobre a Federação Nacional dos Sociólogos, e sobre as movimentações políticas para a criação do Conselho Federal de Sociologia. Falou também da importância de buscar e estudar o Projeto de Lei nº 7.613/2010, que altera a Lei nº 6.888/1980, que criou a profissão de sociólogo no país. Segundo Edson, o referido PL foi criado e retirado da pauta do Congresso pelo deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM). Estevão Arcanjo apresentou a portaria de nº 186 de 10 de Abril de 2008, do Ministério do Trabalho e Emprego, que fala sobre os procedimentos administrativos para o registro sindical junto ao MTE.

Foi considerado e defendido que os sociólogos do interior possam relatar como e quais questões devem ser discutidas e postas em prática, para isso será preciso criar momentos de articulação presencial junto às duas escolas dor do estado (Sobral e Cariri); Segundo o professor Joannes Silva Forte (Jurídica), a discussão e articulação em Sobral está mais voltada à criação do Conselho Federal de Sociologia. Ainda segundo o professor Joannes, é preciso um trabalho maior de mobilização juntos às universidades do interior para que se crie entusiasmo para a fundação do Sindicato. Novamente houve a sugestão de se mobilizar para reuniões no interior para que todos fossem contemplados com este movimento. O professor Pascoal, da rede Estadual, se comprometeu em catalogar professores da rede pública e mobilizá-los para participar e disponibilizando-se para participar da comissão de divulgação. O professor Emídio sugeriu delinear o que faz o sociólogo e para isso a lei seria fundamental e realça a presença de todos os professores do ensino médio no Sindicato; trazer o papel do Sindicato para se fazer presente na sociedade civil e política. O professor Vagner Mário sugere que se inicie com a reativação da Associação dos Sociólogos como primeiro passo, pois receia que o Sindicato não consiga ser um espaço de agregação da classe. O professor Estevão avalia que a universidade brasileira em geral não se preocupa em criar sindicato, mesmo após a obrigatoriedade da disciplina no ensino médio que colocaria em pauta a importância dessa entidade. Entretanto o que era relevante no momento seria tirar uma comissão para a criação do Sindicato, ou não.

Levantou-se também a questão do Sindicato deve ou não se ater somente aos sociólogos formados em ciências sociais, ou seja, não reconhecendo aqueles profissionais formados em outras áreas, mas com pós-graduação em sociologia ou afins. Contudo, depois de um breve debate, entendeu-se que o que define o profissional de ciências sociais é a sua graduação (Bacharelado ou Licenciatura).

Após as discussões foi aprovado por votação dos presentes, com apenas um voto de abstenção, a criação da “Comissão Pró-Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará”, com a função política e legal de liderar a mobilização da categoria para a Assembleia de Fundação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará. Discutiu-se que se mantenham as comissões escolhidas na 1ª reunião a fim de apoiar o trabalho da comissão Pró-Sindicato. Para compor a comissão Pró-Sindicato formou-se o seguinte corpo os professores: Wellington Maciel (UECE), Nágyla Drummond (UECE) e Estevão Arcanjo (UFC), que foi a comissão escolhida no IV ENCISO, Joannes Silva Forte (UEVA), que representaria os sociólogos do interior do estado, e Pascoal Naib (SEDUC), que representaria a os professores do ensino médio. Teve assim esse corpo aprovado por unanimidade.

Finalizando, foi deferido que a próxima reunião se realize no sábado dia 10 de março de 2012, às 14 horas (para que os colegas que trabalham ou estudam no interior possam participar). A pauta desta será: a apresentação dos trabalhos da Comissão Pró-Sindicato, inclusive com a apresentação de uma proposta de estatuto para o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará, e os últimos encaminhamentos para a Assembleia de Fundação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará.

Neivania Rodrigues (Relatora).

Ata da Primeira Reunião

1ª Reunião para a criação do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Ceará – 17/01/2012 – UFC.

Iniciou-se a reunião comentando acerca da ideia que vem sendo amadurecida fortemente desde o último ENCISO. Foi discutido e concordado que seria mais viável a criação de um Sindicato do que uma Associação, tendo em vista que esta é uma demanda histórica da categoria e contemplaria uma gama maior de profissionais da Sociologia, além de possuir um forte caráter político e que beneficiaria, em tese, até os que não fossem associados. Então, demarcou-se uma comissão formada pelos professores Estevão, Nágila e Wellington.O fato é que consideramos necessária a aglomeração do maior número de pessoas o possível e que abranja o máximo de funções destes profissionais, indo além dos que estão contidos nos setores acadêmicos e de pesquisa. Portanto, é preciso buscar os sociólogos que atuam em diversas frentes, como os que estão no Poder Público, em ONG’s e até mesmo no setor privado.

O que se constata nesse tipo de leitura é que é preciso imprimir, de fato, uma identidade de sociólogo, algo que não se vê atualmente.Também consideramos que os procedimentos burocráticos para a criação de nosso Sindicato não são tão complexos, mas que nosso maior desafio é a mobilização da categoria, que segue dispersa. Foi feito um breve repasse histórico desta demanda que existe no Ceará desde meados da década de 1970. O fato é que mesmo com a lei que regulamenta a profissão, sempre se preocupou apenas com a academia. Acreditamos que a sindicalização serviria para atrair mais profissionais, além de organizar melhor a categoria, trazer lutas pelo reconhecimento profissional, pela melhoria dos currículos, pela defesa e o fortalecimento da Sociologia no Ensino Médio dentre outros fatores.

Portanto, constatamos que sempre militamos em diversas frentes, menos na de nossa própria categoria. Agora é a vez de lutarmos por umSindicato forte, que traga elementos importantes como a unicidade e a estadualização.A questão da licenciatura também entrou em pauta. Não se sabe ainda (ficou-se de averiguar) se os profissionais apenas licenciados poderiam participar legalmente do Sindicato. Todavia, esses meandros jurídicos podem até ser impeditivos para o registro legal dos professores de Sociologia, mas certamente não impedirão que lutemos para que a categoria atue como uma força só, englobando bacharéis e licenciados.

O que posso concluir desta reunião é que o momento mais propício para a criação deste Sindicato é o que vivemos agora. Nota-se fortemente as mudanças na sociedade que estão permitindo um certo reconhecimento da profissão, até como um movimento de defesa de mercado profissional. Logo, é preciso convocar a categoria como um todo (englobando inclusive o máximo de colegas do interior) para mobilizar a fomentação de nosso Sindicato.

Finalizando esta reunião foram definidos os seguintes encaminhamentos:1) A criação de cinco comissões (a princípio e aberta para interessados): Documentação e Memória (Adelita, Auxiliadora, Neuma, Laís e Marcos Paulo), Mobilização e Comunicação (Pedro, Wellington, Nágila, Edson e Róbson), Organização e Finanças (Márcio Renato e Nágila) e Jurídica (Joanns e Estevão). As comissão supracitadas já devem iniciar seus trabalhar a fim de garantir a execução da proposta do encaminhamento seguinte.2) No dia 06 de fevereiro de 2012 às 18h30 no Auditório Luiz de Gonzaga do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará ocorrerá uma reunião ampla da categoria discutindo pontos importantes para a criação do Sindicato, como a reconstrução histórica dessa luta, os repasses das comissões formadas neste momento e a constituição do Sindicato, dentre outros pontos.

É preciso que a partir de agora todos nós começarmos a mobilizar a categoria para que no dia 06 consigamos um auditório lotado. É necessário expandir os horizontes vislumbrados nessa primeira reunião para o maior número de frentes e locais possíveis. A partir do potencial criativo e da disposição de todos nós será possível garantir que o Sindicato finalmente seja constituído. Abraços a todos e a todas,

Márcio Renato Teixeira Benevides

Sociólogo